A origem da semana de trabalho de 40 horas

Este artigo foi traduzido de um que foi publicado originalmente na página AlterNet.

[S]e tem a  sorte de ter um emprego agora, provavelmente estará a fazer tudo para o manter. Se o patrão lhe pede para trabalhar 50 horas, trabalhará 55. Se ele pede 60, perderá noites durante a semana e Sábados, e trabalhará 65. Muito provavelmente estará a fazer isto há meses, senão mesmo anos, às custas da sua vida familiar, a sua rotina de exercícios físicos, a sua dieta, o seu nível de stress e a sua sanidade. Estará esgotado, cansado, dorido e esquecido pela sua esposa, filhos e cão. Mas continua a esforçar-se, pois toda a gente sabe que é trabalhando horas a fio que se conseue provar que é “apaixonado”, “produtivo” e um “jogador de equipa” — o tipo de pessoa que terá melhores hipóteses de sobreviver à próxima ronda de despedimentos. Isto é o que o trabalho parece agora. Tem sido assim por tanto tempo que muitos trabalhadores americanos não se apercebem que, na maior parte do século XX, tem sido mais ou menos consensual entre os patrões norte-americanos que trabalhar mais de 40 horas por semana é estúpido, um desperdício, perigoso e caro — o mais óbvio sinal de uma gestão perigosamente incompetente para dispensar. É uma heresia agora (boa sorte para convencer o seu patrão do que vou agora dizer), mas cada hora que trabalha a mais além das 40 horas por semana fá-lo-á menos eficiente e produtivo no curto e longo prazo. Pode parecer estranho, mas é verdade: a coisa mais simples e rápida de aumentar a produtividade e os lucros da sua empresa — começando agora mesmo, hoje — é tirar toda a gente da maratona das 55 horas por semana e voltar às 40. Sim, vai contra tudo o que os gestores modernos julgam que pensam sobre o trabalho. Por isso, precisamos de perceber melhor. Como se chegou à semana de 40 horas de trabalho em primeiro lugar? Como a perdemos? E quais são as razões principais para que seja retomada?

Continuar a ler “A origem da semana de trabalho de 40 horas”