O inglês está na moda?

Já repararam como o inglês está na moda?

Por todo o lado se ouve falar em runningcyclingsmartphonestabletslaptops… Nos círculos de pessoas que usam cigarros electrónicos é o copperstainless steelbrass, etc.

Se é verdade que, para alguns desses termos, o equivalente em português não soa tão bem, nem é tão fácil de dizer, como “telefones espertos”, “computador de mão”, “computador de colo”, etc., existem outros para os quais o termo em português é perfeitamente utilizável, como “corrida” em vez de running, “ciclismo” em vez de cycling, “cobre” em vez de copper, e por aí fora.

Caso ainda não tivessem reparado, sou um acérrimo defensor da língua portuguesa (e sou absolutamente contra o Aborto Ortográfico de 1990, que nos querem impor à força, mas isso fica para outras núpcias) e não consigo perceber o porquê desta substituição de termos portugueses pelos ingleses.

Será por ser mais chique!? Talvez, mas não deixa de ser mau.

Agosto chegou em força…

Finalmente, Agosto chegou em força… Não, não estou a falar do tempo meteorológico…

Nota-se que é Agosto pela relativa tranquilidade que se vive nestes dias nesta cidade.

Com tanta gente de férias, Lisboa, mesmo durante a semana, parece estar num fim-de-semana extremamente longo.

Quem passa pela Avenida da Liberdade repara, com certeza, nos reduzido número de carros (e barulho e poluição), no lugares de estacionamento livres nas laterais(!!!) e nos transportes públicos onde se consegue, mesmo em hora de ponta, ir mais à vontade, tanto no Metro como nos comboios.

Curiosamente, pouca diferença se nota na Amadora (caso não saibam, é o concelho com a maior densidade populacional de Portugal!)…

 

Condução desportiva…

Quem nunca fez, no seu carro, uma condução mais “desportiva”? Acelerações e travagens mais bruscas, ou por neura ou pelo simples gozo de tirar partido da máquina que temos em nossas mãos?

Ora, na passada Sexta-feira tive um vislumbre desses… No comboio a caminho de casa!

Sim, leste bem, no comboio!

Aconteceu quando a Linha da Azambuja se encontra com a Linha de Sintra. O comboio onde eu ia, vindo pela Linha Rossio-Sintra colocou-se lado a lado com o comboio que vinha de Entrecampos.

A partir daí parece que os dois maquinistas estavam a fazer uma corrida… Ora chego eu primeiro a uma curva, ora chegas tu primeiro à estação, ora travo eu mais tarde, ora travas tu…

A brincadeira acabou na Estação da Reboleira. O maquinista do comboio onde eu seguia deve ter recebido instruções para deixar o outro avançar e não saiu da estação enquanto o outro não desaparecia de vista…

Crónica sobre uma crónica

Hoje consegui uma cópia do jornal Metro, curiosamente, no Metro… Sim, eu sei que não é uma grande novidade, mas nem sempre consigo uma cópia.

Mas estas linhas não são sobre o jornal. São sobre a crónica do José Cabral que é publicada, normalmente, na página 2.

A crónica de hoje foca-se num objecto que muitas pessoas conhecem, embora creio que muitos a desprezam com a mesma displicência com que chutamos uma pedra solta da calçada: os sacos do Ikea.

Mas quem é que se lembra de fazer uma crónica sobre os sacos do Ikea? Provavelmente o mesmo tipo de pessoa que faz uma crónica sobre uma crónica sobre os sacos do Ikea…

Na mesma edição do jornal, na secção do correio do leitor aparece igualmente um grande texto que permitiria pagar a dívida pública portuguesa… Sim, demoraria uns 100 anos, mas o cêntimo que o autor propõe que se pague devido ao ar que se respira ou o chão que se pisa seria mais uma ideia para o nosso “querido” Governo poder aumentar impostos. Afinal, quem não pode dispensar um cêntimo por dia? Fica aqui, mais uma vez, a sugestão (o autor, auto-intitulado Molarinho, que me desculpe pelo plágio).

Transportes públicos

Há umas semanas fui obrigado a andar de transportes públicos.

Já há muito que não o fazia…

Confesso que não tenho saudades das, agora maiores, longas caminhadas, mas não posso dizer que não gosto, no geral.

Nos transportes públicos pode-se ler, jornais, livros, navegar na Internet, ouvir música, que nos isola quase por completo do exterior, enquanto não chegamos ao nosso destino.

Não é dentro de um carro, no trânsito, muitas vezes pára arranca, que se sente o pulsar de uma cidade; é nos transportes públicos. Umas pessoas apressadas, outras calmas, que ficam para trás nas filas para os pórticos de saída, umas com ar feliz, outras tristes, outras resignadas, mas sempre com deslocando-se no mesmo sentido, a maior parte tomando sempre o mesmo percurso, de casa para o trabalho.

À noite, o percurso inverte-se, e as caras mostram-se cansadas, mais felizes por ir para casa, mas sempre resignadas com a rotina do dia-a-dia.

Nos transportes públicos vêm-se novos, velhos e assim assim; nas horas de ponta chegamo-nos a sentir como sardinhas enlatadas, tal a quantidade de pessoas que se acumulam nos comboios ou no metro, já demasiado atrasadas para poderem apanhar o seguinte.

Sentem-se cheiros, uns agradáveis, outros nem por isso.

Mas não há nada que se compare à tranquilidade algo inquieta, estranha, contraditória, dos transportes públicos.

“Esperteza saloia”

O português típico é esperto. Em Abril de 2009, a revista Cracked publicou uma lista de 10 palavras não inglesas que faziam falta ao inglês. Uma delas foi “desenrascanço”.

O “desenrascanço” é uma qualidade tipicamente portuguesa. O português típico socorre-se frequentemente desta qualidade para sair de situações difíceis, embaraçosas e não triviais.

Mas existe uma qualidade também tipicamente portuguesa que é a “esperteza”. Fico particularmente chateado quando a “esperteza” é aplicada à custa dos outros, e, mais ainda, aproveitando-se de uma qualquer condição de vida, para sair de certas situações.

Hoje, no habitual caminho para o trabalho, parei atrás de um carro caracterizado da Brigada Fiscal da GNR (afinal parece que não foi extinta) na saída do IC19 para S. Marcos. Como é habitual, forma-se sempre uma pequena fila (principalmente porque as pessoas não sabem andar em rotundas), que hoje era de cerca de 300 metros.

Ora, o dito carro da GNR já vinha à minha frente desde a entrada da Amadora (imediatamente antes da saída para o Palácio Nacional de Queluz), e seguia em marcha normal, isto é, sem pirilampos acesos e à mesma velocidade de todos os outros carros.

Confrontado com essa fila, o agente da GNR que conduzia a viatura não esteve com meias medidas: ligou os pirilampos e aproveitou-se para “furar” a dita fila para S. Marcos. Fiquei pior que estragado, mas, ao mesmo tempo, maravilhado com a “esperteza” do dito agente da autoridade…

Senti-me vilipendiado na minha condição de condutor, após ter assistido àquela cena de “esperteza saloia”, e acredito que outras pessoas ficaram com a mesma sensação, mas, ao mesmo tempo, maravilhado com a capacidade de desenrascanço daquele agente da GNR…

São estas e outras atitudes que fazem com que se respeite cada vez menos os agentes da autoridade deste país pelos quais, salvo raras excepções, tenho grande apreço e respeito.

Acordo ortográfico, explicado por um moçambicano…

Um mail que me enviaram que dedico aos meus amigos moçambicanos:

«Eh Oena, Lhe Can,

Nós aqui em Moçambique sabemos que os mulungos de Lisboa fizeram um acordo ortográfico com aquele tocolocma do Brasil que tem nome de peixe. A minha resposta é: naila. Os mulungos não pensem que chegam aqui e buissa saguate sem milando, porque pensam que o moçambicano é bongolo. O moçambicano não é bongolo não; o moçambicano estiva xilande. Essa bula bula de acordo ortográfico é como babalaza de chope: quando a gente acorda manguana, se vai ticumzar a mamana já não tem estaleca e nem sequer sabe onde é o xitombo, e a gente arranja timaca com a nossa família.

E como pode o mufana moçambicano falar com um madala? Em português, naturalmente. A língua portuguesa é de todos, incluindo o mulato, o balabasso e os baneanes. Por exemplo: em Portugal dizem “autocarro” e está no dicionário; no Brasil falam “bus” e está no dicionário; aqui em Moçambique falamos “machimbombo” e não está no dicionário. Porquê? O moçambicano é machimba? Machimba é aquele congoaca do Sócrates que pensa que é chibante e que fuma nos tape, junto com o chiconhoca ministro da economia de Lisboa. O Sócrates não pensa, só faz tchócótchá com o th’xouco dele e aquilo que sai é só matope.

Este acordo ortográfico é canganhiça, chicuembo chanhaca! Aqui na minha terra a gente fez uma banja e decidiu que não podemos aceitar.

Bayete Moçambique!

Hambanine.»

Assina: Manuel Muanamucane

O “gajo da Informática”

[A]qui está um artigo que partilharam comigo na Facebook e que queria partilhar aqui neste blog pois espelha exactamente o que, por vezes, tento dizer às pessoas que não são informáticos.

  1. O GAJO DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas O GAJO DA INFORMÁTICA precisa de dormir e descansar como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem telemóvel e telefone em casa; ligue só para o escritório ou para o telemóvel entre as 09h00m e as 13h00 (manhã) ou entre as 15h00 e as 19h00 (tarde) de Segunda-feira a Sexta-feira. O GAJO DA INFORMÁTICA também precisa de descansar aos Sábados, Domingos, feriados e NOS DIAS QUE INDICOU DE FÉRIAS.
  2. O GAJO DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. O GAJO DA INFORMÁTICA também precisa de alimentar-se e tem horas para isso, TODOS OS DIAS.
  3. O GAJO DA INFORMÁTICA pode ter família. Esta é a mais incrível de todas. Mesmo sendo um GAJO DA INFORMÁTICA, precisa de descansar no fim de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, reparações e demonstrações, manutenção, vírus e etc.
  4. O GAJO DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por esta você não esperava, ah? É surpreendente, mas O GAJO DA INFORMÁTICA também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos, e ainda consome xanax para conseguir relaxar. Não peça aquilo pelo que não pode pagar ao GAJO DA INFORMÁTICA.
  5. Ler e estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um GAJO DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está a aprimorar-se como profissional, logo, a trabalhar.
  6. De uma vez por todas, vale reforçar: O GAJO DA INFORMÁTICA não é vidente, não faz tarôt e nem tem uma bola de cristal para adivinhar o que as outras pessoas pensam ou fazem. Se você julgou que era assim, demita-o e contrate um PARANORMAL, um BRUXO ou um DETECTIVE. Ele precisa de analisar, planear, organizar-se e que lhe expliquem DETALHADAMENTE o que é pretendido para assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo. Se você quer um milagre, ore bastante,faça jejum, e deixe o pobre do GAJO DA INFORMÁTICA em paz.
  7. Em reuniões de amigos ou festas de família, O GAJO DA INFORMÁTICA deixa de ser O GAJO DA INFORMÁTICA e reassume o seu posto de amigo ou parente, exactamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não lhe peça conselhos ou dicas. Ele também tem o direito de divertir-se.
  8. Não existe apenas uma ‘listagemzinha’, uma ‘rotininha’, nem um ‘textozinho’, um ‘programinha muito fácil para controlar isto e aquilo’, um ‘probleminha, que a máquina não liga’, um ‘sisteminha’,uma ‘visitinha rápida (aliás, conta-se de onde saímos e até chegarmos)’. Assim, esqueça os inha e os inho (programinha, textozinho, visitinha) ‘, pois os GAJOS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problemas. Listagens, rotinas e programas são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Planear, organizar, programar com concentração e dedicação, pode parecer inconcebível a uma boa parte da população, mas serve para tornar a vida do GAJO DA INFORMÁTICA mais suportável.
  9. Quanto ao uso do telemóvel: o telemóvel é uma ferramenta de trabalho.Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, O GAJO DA INFORMÁTICA pode estar a fazer algumas das coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo.
  10. Pedir a mesma coisa várias vezes não faz O GAJO DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite. Depois, aguarde o prazo dado pelo GAJO DA INFORMÁTICA.
  11. Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 13h00m, não significa que você pode ligar às 12:58 horas. Se você só se lembrou do GAJO DA INFORMÁTICA a essa hora, azar o seu, espere e ligue após o horário do almoço (lembra-se do item 2?). O mesmo vale para a parte da tarde: ligue no dia seguinte.
  12. Quando O GAJO DA INFORMÁTICA estiver a apresentar um projecto, por favor, não fique bombardeando-o com milhares de perguntas durante a reunião. Isso tira a concentração, além de dar-lhe cabo da paciência.
    ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projecto, tipo “Quanto custou o seu portátil?” ou “O que acha que devo comprar para o meu filho jogar em casa, um portátil ou um desktop?”
  13. O GAJO DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não faz actualizações automáticas de Windows piratas, não tem relação com vírus, em resumo, NÃO É CULPADO PELO MAU USO DE EQUIPAMENTOS, INTERNET E AFINS. Não reclame! O GAJO DA INFORMÁTICA com certeza fez o possível e dentro da legislação em vigor para você pagar menos. Se quer fazer upgrades de borla, instalar programinhas giros, etc., faça-o, mas antes demita O GAJO DA INFORMÁTICA e contrate um PICHELEIRO.
  14. Os GAJOS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados “o barato sai caro” e “quem paga mal paga a dobrar”. Mas eles concordam.
  15. Informática é referente a computadores (HARDWARE OU SOFTWARE e muito raramente, os dois ao mesmo tempo), e não TV’s, telemóveis e electrodomésticos, etc. Portanto, O GAJO DA INFORMÁTICA não vai ensinar-lhe a mexer no telemóvel, reparar a sua TV, etc.
  16. Existem vários tipos de GAJOS DA INFORMÁTICA e cada um tem a sua especialização. Se você parte uma perna não vai ao oculista, pois não? Assim, se o GAJO DA INFORMÁTICA é especialista em software e programação poderá não estar muito à vontade sobre HARDWARE ou REDES e vice-versa para realizar um trabalho de qualidade, portanto não lhe peça para executar trabalhos nos quais não é especialista dizendo “você consegue fazer, para que chamar outra pessoa se você é mesmo bom nisto da informática”.

Retirado de http://invisibleflamelight.wordpress.com/2009/04/17/o-gajo-da-informtica/

Lembradura

Lembrei-me agora de escrever estas linhas a partir do meu iPod Touch…
É a primeira vez que estou a experimentar uma aplicaçãozita que “comprei” na iTunes Store. Digo “comprei” porque é uma aplicação gratuita, chamada muito apropriadamente WordPress.
Já noto uma limitação: não dá para mudar o estilo do texto (pôr bold, itálico, etc…)

30 anos de Oxygène

Saiu no fim do mês de Novembro o último álbum do fabuloso Jean Michel Jarre.

Trata-se de uma reedição completa do álbum mais marcante da sua carreira: Oxygène. Quando digo uma reedição completa, quero dizer que o álbum foi gravado de novo, como se nunca tivesse existido. Ainda não o ouvi e, por isso, não posso dizer se está diferente ou não. A edição que adquiri traz um DVD com uma actuação ao vivo filmada em 3D, e alguns extras, tais como making-of, etc.

No making-of, Jarre afirma que tentou ser o mais fiel ao original e apenas usou os mesmos instrumentos que utilizou em 1976; claro que foi gravado e misturado com tecnologias modernas, resultando em ainda melhor som que a edição anterior.

Descobri, entretanto, que este álbum está disponível em três modalidades: apenas um CD áudio, um CD áudio e um DVD, e ainda uma edição especial com um CD áudio e dois DVDs.

Este lançamento não passou despercebido em Portugal. Foi notícia no Destak e no Jornal de Notícias. Estas notícias foram acompanhadas por uma outra que diz que Jarre está a pensar em vir dar um concerto ao ar livre em Portugal, em 2008. Se ele vier, lá estarei!