A sério – saia sempre do escritório a horas

Tradução algo livre e nada profissional do texto retirado de https://www.linkedin.com/pulse/really-always-leave-office-time-andrew-mcgregor

Recentemente, partilhei uma imagem e comentei sobre o porquê de eu acreditar geniunamente que todos devemos praticar a arte de sair do escritório a horas. Admito que não esperada os 3 mil e tal ‘likes‘ e centenas de comentários, contudo, queria partilhar o porquê de eu acreditar genuinamente que para atingir o pináculo tanto da vida profissional como pessoal, ao mesmo tempo, devemos prestar absoluta atenção e ‘sair do escritório a horas‘.

Durante os passados 10 anos, ouvi constantemente a maravilhosa frase ‘equilíbrio entre trabalho e vida’. Este é um conceito que inclui uma boa prioritização entre ‘trabalho‘ (carreira profissional) e ‘vida‘ (saúde, lazer, família e desenvolvimento espiritual/meditação).

Então o que quer isto tudo dizer e por que é que eu acredito geniunamente que se deve sair do escritório a horas?

  1. Trabalho é um processo sem fim – É um facto e mais vale habituarmo-nos a isto, por isso, pare de se focar em apenas 1 dia ou 1 semana e comece a planear uma carreira. Assim, passe a dominar as faculdades da gestão do tempo e pare de tentar fazer tudo num dia!
  2. Os interesses de um cliente são importantes, mas a família também – Honestamente, acho ridículos os comentários que afirmam que 2 horas ao serão são suficientes para a vossa família, mas na realidade, não são. Será sempre mais enriquecedor que um cliente, por isso, dê-lhes o tempo que eles merecem.
  3. Se sofrer uma queda na vida, nem o seu cliente nem o seu chefe o ajudarão, a sua família fa-lo-á. – Não me leve a mal, mas estava em conflito com isto enquanto tentava ser bom chefe e tentava ajudar, apenas tentando, mas a família ajudará sempre.
  4. A vida não é só trabalho, escritório e cliente – Gosto imenso das pessoas e da indústria para a qual trabalho e quando celebramos é fantástico, mas sabem que mais? É só um momento. Com amigos e família, os bons momentos são contínuos e sem esperar por eles. Aprecie seus momentos com a família e amigos e experimente novas aventuras com eles também.
  5. Uma pessoa que fica até mais tarde no escritório não é uma pessoa trabalhadora – Este ponto levantou muita disputa na minha publicação original e compreendo que muita gente não concorde, mas eu tenho uma visão diferente. Aprendi em 10 anos de recrutamento que todos os que são capazes de trabalhar efectivamente no tempo que lhes é concedido são altamente bem sucedidos e gozam de um grande equilíbrio entre trabalho e casa. Se trabalha 10-12 horas peço-lhe que olhe para o que está a tentar alcançar e questione se terá realmente benefícios acrescentados. Planeie o sei dia antes de o começar; não o faça às 8 horas ou 8 e meia depois do dia começar, pois estará já a perseguir a própria cauda. Não seja tolo.
  6. Não estudo arduamente ou lutou pela vida para se tornar uma máquina – As máquinas podem funcionar 24 horas por dia desde que tenham o combustível certo. Você não pode; balanceie a sua vida, lembre-se que tem 24 horas: 8 para dormir, 8 para trabalhar e 8 para fazer o que quiser!
  7. Se o seu patrão o obriga a trabalhar até tarde – Sabe o que eu sou, um patrão. Se tiver que pedir a alguém para trabalhar até tarde, ou mesmo se eu trabalhar até tarde, sou um tolo. Até à data, nunca pedi a ninguém para trabalhar até tarde, nem nunca o farei. Pratique o que prega.

Eu poderia continuar por horas, dado que este é um assunto que me é querido. Fui o filho de um pai que raramente via devido ao trabalho. Vi famílias inteiras desfeitas por colocarem o trabalho à frente da família. Ouvi falar de pais novos que faleceram devido ao stress no trabalho e por trabalharem 16 horas por dia.

SAIA SEMPRE DO ESCRITÓRIO A HORAS.

Onde o tempo pára

Côja

Existem sítios onde o tempo pára, onde não há grandes pressas para chegar onde quer que seja, onde o ar tem cheiro diferente, a flores, onde não há trânsito automóvel, ou quase, onde o tráfego aéreo é todo a baixa altitude e os “aviões” têm todos penas, onde os ruídos produzidos pelo Homem são abafados pelo ruído da Natureza.

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O inglês está na moda?

Já repararam como o inglês está na moda?

Por todo o lado se ouve falar em runningcyclingsmartphonestabletslaptops… Nos círculos de pessoas que usam cigarros electrónicos é o copperstainless steelbrass, etc.

Se é verdade que, para alguns desses termos, o equivalente em português não soa tão bem, nem é tão fácil de dizer, como “telefones espertos”, “computador de mão”, “computador de colo”, etc., existem outros para os quais o termo em português é perfeitamente utilizável, como “corrida” em vez de running, “ciclismo” em vez de cycling, “cobre” em vez de copper, e por aí fora.

Caso ainda não tivessem reparado, sou um acérrimo defensor da língua portuguesa (e sou absolutamente contra o Aborto Ortográfico de 1990, que nos querem impor à força, mas isso fica para outras núpcias) e não consigo perceber o porquê desta substituição de termos portugueses pelos ingleses.

Será por ser mais chique!? Talvez, mas não deixa de ser mau.

Agosto chegou em força…

Finalmente, Agosto chegou em força… Não, não estou a falar do tempo meteorológico…

Nota-se que é Agosto pela relativa tranquilidade que se vive nestes dias nesta cidade.

Com tanta gente de férias, Lisboa, mesmo durante a semana, parece estar num fim-de-semana extremamente longo.

Quem passa pela Avenida da Liberdade repara, com certeza, nos reduzido número de carros (e barulho e poluição), no lugares de estacionamento livres nas laterais(!!!) e nos transportes públicos onde se consegue, mesmo em hora de ponta, ir mais à vontade, tanto no Metro como nos comboios.

Curiosamente, pouca diferença se nota na Amadora (caso não saibam, é o concelho com a maior densidade populacional de Portugal!)…

 

Condução desportiva…

Quem nunca fez, no seu carro, uma condução mais “desportiva”? Acelerações e travagens mais bruscas, ou por neura ou pelo simples gozo de tirar partido da máquina que temos em nossas mãos?

Ora, na passada Sexta-feira tive um vislumbre desses… No comboio a caminho de casa!

Sim, leste bem, no comboio!

Aconteceu quando a Linha da Azambuja se encontra com a Linha de Sintra. O comboio onde eu ia, vindo pela Linha Rossio-Sintra colocou-se lado a lado com o comboio que vinha de Entrecampos.

A partir daí parece que os dois maquinistas estavam a fazer uma corrida… Ora chego eu primeiro a uma curva, ora chegas tu primeiro à estação, ora travo eu mais tarde, ora travas tu…

A brincadeira acabou na Estação da Reboleira. O maquinista do comboio onde eu seguia deve ter recebido instruções para deixar o outro avançar e não saiu da estação enquanto o outro não desaparecia de vista…

Viagens em família

Ontem decidi apanhar o combóio para casa, não na estação de Entrecampos mas na estação do Rossio.

Desci a Avenida da Liberdade a pé, desde o Marquês de Pombal e reparei numa coisa curiosa…

Quase todos os estrangeiros de férias em Lisboa viajam com a família toda. Decerto pertencem à classe média nos seus países de origem.

Fiquei a pensa no seguinte: “Por que razão terão os estrangeiros dinheiro para viajar com a família toda e não os portugueses?”

A razão é simples: os ordenados dos estrangeiros permitem-lhe muito melhor qualidade de vida. Por que razão não terão os portugueses direito a ter dinheiro para viver e também para algo extra como viagens de vez em quando?

Por que temos salários tão baixos?

Crónica sobre uma crónica

Hoje consegui uma cópia do jornal Metro, curiosamente, no Metro… Sim, eu sei que não é uma grande novidade, mas nem sempre consigo uma cópia.

Mas estas linhas não são sobre o jornal. São sobre a crónica do José Cabral que é publicada, normalmente, na página 2.

A crónica de hoje foca-se num objecto que muitas pessoas conhecem, embora creio que muitos a desprezam com a mesma displicência com que chutamos uma pedra solta da calçada: os sacos do Ikea.

Mas quem é que se lembra de fazer uma crónica sobre os sacos do Ikea? Provavelmente o mesmo tipo de pessoa que faz uma crónica sobre uma crónica sobre os sacos do Ikea…

Na mesma edição do jornal, na secção do correio do leitor aparece igualmente um grande texto que permitiria pagar a dívida pública portuguesa… Sim, demoraria uns 100 anos, mas o cêntimo que o autor propõe que se pague devido ao ar que se respira ou o chão que se pisa seria mais uma ideia para o nosso “querido” Governo poder aumentar impostos. Afinal, quem não pode dispensar um cêntimo por dia? Fica aqui, mais uma vez, a sugestão (o autor, auto-intitulado Molarinho, que me desculpe pelo plágio).

Novo desafio profissional: o pânico

Há uns dias iniciei um novo desafio profissional. É sempre um pouco assustador.

Surge sempre na nossa mente uma panóplia de questões, receios, expectativas… É inevitável!

Será que os novos colegas vão gostar de mim?
Será que vou gostar dos meus novos colegas?
Como será o ambiente de trabalho? Muito formal? Pouco formal?
E o trabalho em si? Será muito? Assim assim? Muito?
E o percurso para o trabalho? Fácil? Difícil?

São tantas as perguntas que assusta…

É verdade que já se passaram alguns dias… Só depois de umas semana escrevo estas parcas linhas, e já é possível responder a algumas questões.

Em relação ao ambiente de trabalho já consegui ter alguma ideia. Não é muito diferente do que já estou habituado.

Outra questão que se põe, principalmente no meu trabalho, é a questão de acessos (aos servidores, às aplicações que devemos gerir, etc.). No meu caso, “apenas” demoraram três semanas!!! Sem eles não é possível trabalhar e os dias demoram muito a passar, sem poder realizar trabalho útil.

Neste momento, creio que já estou 99,9% integrado. Já desenvolvo trabalho útil e já entrei na rotina do novo emprego.

Afinal, não é assim tão assustador, quando acreditamos nas nossas próprias capacidades.

Transportes públicos

Há umas semanas fui obrigado a andar de transportes públicos.

Já há muito que não o fazia…

Confesso que não tenho saudades das, agora maiores, longas caminhadas, mas não posso dizer que não gosto, no geral.

Nos transportes públicos pode-se ler, jornais, livros, navegar na Internet, ouvir música, que nos isola quase por completo do exterior, enquanto não chegamos ao nosso destino.

Não é dentro de um carro, no trânsito, muitas vezes pára arranca, que se sente o pulsar de uma cidade; é nos transportes públicos. Umas pessoas apressadas, outras calmas, que ficam para trás nas filas para os pórticos de saída, umas com ar feliz, outras tristes, outras resignadas, mas sempre com deslocando-se no mesmo sentido, a maior parte tomando sempre o mesmo percurso, de casa para o trabalho.

À noite, o percurso inverte-se, e as caras mostram-se cansadas, mais felizes por ir para casa, mas sempre resignadas com a rotina do dia-a-dia.

Nos transportes públicos vêm-se novos, velhos e assim assim; nas horas de ponta chegamo-nos a sentir como sardinhas enlatadas, tal a quantidade de pessoas que se acumulam nos comboios ou no metro, já demasiado atrasadas para poderem apanhar o seguinte.

Sentem-se cheiros, uns agradáveis, outros nem por isso.

Mas não há nada que se compare à tranquilidade algo inquieta, estranha, contraditória, dos transportes públicos.

Opinião de um aluno (que, por acaso, é grego…)

Carta aberta de um estudante liceal grego (Traduzida de “Echte Democratie Jetzt”):

Aos meus professores… e aos outros:

O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.

Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.

A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual “estaria em causa” devido à greve.*

De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?

Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:

– Quem construiu o futuro do meu avô?

– Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?

– Quem governou mal e estripou este país?

– Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.

– Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?

– Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?

– Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?

– Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?

– Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?

– Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?

– Quem lançou tanta gente no desemprego?

– Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?

– Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?

Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?

Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.

Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?

Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?

Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas? Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?

Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:

Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.

Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.

Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:

Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?

Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?

Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?

Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?

Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?

Finalmente, quereis que vivamos como escravos?

De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: “Avançar e derrotar a tirania fascista!”

Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.

PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que “só quero escapar às aulas”: Comportamento do aluno: “Muito Bom”. Classificação média: 20 (“Excelente”) [a nota mais alta nos liceus gregos].